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Mostrando postagens com o rótulo ouvir

StarTalk: Willian Shattner e Neil deGrasse Tyson

Que episódio gostoso de ouvir esse.  Em certo ponto, dei risada sozinho, pois parecia uma rinha de narradores disputando quem... narrava melhor e mais profundamente. Mas fora a briga de graves, além das reflexões usuais que o podcast do Neil traz sobre o Universo e seus mistérios, gostei bastante sobre como o Bill traz uma reflexão nada revolucionário, mas sempre interessante sobre como a curiosidade é a principal força motor da humanidade. Tem um monte de reflexão ali muito interessante. Vale a pena ouvir. Eu sempre me pego pensando algo parecido: como a gente é curioso, né? E que bom.

An Evening With Silk Sonic (2021)

Suaaaave. "Leave The Door Open", "Fly As Me" e "Put On a Smile" são minhas favoritas. "Put On a Smile" assim que terminei de ouvir o álbum, tive que colocar de novo. Que música gostosa! 777 é jovem demais pra mim. Adoro que eles ficam lançando Silk Sonic em várias musicas, é muito legal. Gosto de Blast Off também. Suave demais. Delícia. Quanto detalhezinho gostoso nas músicas. Bom.

Phantom na Broadway

Não entendo nada de teatro, de musical, de música, de cenografia ou o escambau. Mas tenho algumas opiniões da minha primeira vez na Broadway, hehe. Antes de mais nada: adorei. Foi lindo ver o Fantasma na Broadway! Vamos ao profundo. O Majestic, teatro do Fantasma na Broadway, é fofo e aconchegante, com detalhes que remetem demais a própria Opera Populaire em que se passa a história.  Mas tem dois problemas que podem ser complicados, principalmente para uma primeira vez: os lugares que chamam de Orchestra, debaixo da marquise não tem visão do lustre. Do lustre! Outro problema: o som das vozes é baixo em muitos momentos. =/ Para o público das frisas, mezanino e, claro, os debaixo do lustre, a visão deve ser magnífica; mas o som deve ser ótimo só para quem está bem perto mesmo. E não parece ser um problema do sistema de som, pois a voz do Fantasma ressoa muito bem quando precisa pelo sistema de som. Parece ser uma escolha estética mesmo para que tenhamos a imp...

O Fantasma da Ópera (2018 — Teatro Renault)

Lindíssimo. O musical chegou de volta e está lindo. Vi no dia 11 de Agosto, sessão das 16h, com Thiago Arancam de Fantasma e Giulia Nadruz como Christine (alternante). Fico chocado como todos são inacreditavelmente afinados em todas as músicas ao mesmo tempo que deixam a emoção influenciar a canção em diversas vezes. Sério, eu num manjo nada de música, mas eu fico realmente admirado e muito impressionado com a capacidade vocal desses atores de musical. É incrível. Consegui pegar um lugar bem perto pela primeira vez no Renault e é fabuloso poder ver os detalhes dos figurinos, dos cenários e principalmente a expressão facial do elenco. A montagem é linda. Do que eu lembro da versão de 2004, me parece que o cenário tem elementos maiores (como o camarim com espelho da Christine, a escada do carnaval). Os efeitos pirotécnicos são fortes e o lustre um charme à parte do primeiro ato. Sua queda me parece bem mais intensa que aquela de 2004 (mas pode ser a memória e o lugar, haha)....

Trapézio — Ab-

(O amigo Felipe Zacchi lançou um álbum musical. Preparem-se!) Certa vez, voltando do show do Casa das Máquinas, eu comentei com o Zacchi que 'Cilindro Cônico', uma das músicas mais incríveis do Casa, era um nome muito bacana para banda. Aí ele ficou nessa de formas e chamou de Trapézio o projeto musical dele. Nem sei se foi por isso, mas eu vou dizer que sim. Trapézio esse que ele lançou finalmente. Sério, finalmente. [ Facebook ] [ Spotify ] Tem no Spotify, Deezer e iTunes! Achem lá. Ab- é um álbum complexo. Eu mesmo não entendo direito, não; o Zacchi diz que não há o que entender, é pra sentir. É mole? Mas ele tem razão. Eu não estou acostumado com músicas que eu chamo de tortas , estou acostumado com o Chrystian & Ralf, Raul Seixas. Tu pega um violão e sai cantando as coisas tudo. Ab- é um outro tipo de experiência musical. Dos mais interessantes. Não tem uma música que eu vou tocar no meu violão, mas não conseguiria jamais com meu violão recri...

Iron Maiden — Allianz Parque 26/03/2016

Show do Maiden! Da turnê do Book of Souls , novo álbum da Donzela que é foda pra caralho! Óbvio que eu sou suspeito, qualquer coisa que eles lançam eu gosto demais. A música que o Maiden faz ressoa direitinho nos meus átomos, então não preciso nem fazer força pra curtir. O show do Maiden é uma experiência teatral e catártica demais! Os palcos só ficam mais e mais bonitos conforme o tempo passa; e eu gosto muito como os palcos dele se mantém fiel à efeitos práticos e pirotécnicos quando tantas bandas tentam impressionar com telões e LCDs gigantescos. Os efeitos de fogo, de palco, gelo seco são muito bacanas; e eu tenho a impressão que nessa turnê o Bruce está ainda mais ator do que nunca, atuando junto às pirotecnias, com a luz, com os púlpitos. Muito bacana! No mais, é muito curioso como o Maiden é uma anomalia no mercado musical de hoje em dia. Continuam vendendo muitos álbuns (parece que ganhou Platina no Brasil, puta merda, quem que compra CD hoje em dia?) e continua leva...

Whiplash

Um baterista entra num excelente conservatório de música para realizar seus sonhos, mas precisa lidar com um instrutor abusivo querendo tirar o máximo dele. Que filme do caralho e eletrizante. De tirar o fôlego em diversos momentos que Andrew (protagonista) se mata pra conseguir o tempo perfeito; mesmo sem ser um músico você acaba se identificando com o moleque e sua dificuldade física. E a presença nefasta e inacreditavelmente foda do instrutor Terence Fletcher (JK Simmons) faz com que o filme seja sempre tenso e surpreendente  – sério, o Simmons tá muito bem nesse filme variando bastante o espectro do personagem (e dá pra compreender, no final, como ele é completamente maluco). A mensagem do filme talvez seja um grande 'foda-se', ou 'chupa'. Mas é um puta filme e mesmo que você não seja ligado no jazz, dá pra sentir a dureza daquele treinamento e daquele sofrimento todo. Algumas trívias que me deixaram chocado: o protagonista realmente fez todas a...

1969

Um amigo derrubou um Ben, dos Jackson 5 na voz de um Michael Jackson adolescente em 81 . Isso no Twitter. Achei foda, bom demais. Como era bom, meu pai! Aí fiquei curioso pra escutar o primeiro álbum dos Jackson 5, o Diana Ross Presents The Jackson 5 , que saiu em 69 e traz as inacreditáveis  I Want You Back, Who's Lovin You  e várias outras que eu nem conhecia. Nisso fiquei curioso em dar uma olhada no que era o mundo em 1969 pra ter uma ideia do que foi o Jackson 5 aparecer. Na verdade eles chegam muito tarde de um ano bizarro, se existisse um Twitter e Facebook naquele ano, eles provavelmente explodiriam de tanta coisa inacreditável em um ano só. Mais ou menos na ordem: União Soviética lança o Venera 5 até Venus, logo depois lança o 6 Led Zeppelin lança seu primeiro álbum, o Led Zeppelin: Babe, I'm Gonna Leave You , Dazed and Confused , Communication Breakdown entre outras União Soviética lança o Soyuz 4 e o 5 , Sandra Bullock agradece Elvis Presley en...

Jesus Cristo Super Star

Jesus Cristo. Super Star. Inevitável não sair cantando o mantrinha final desse musical curioso pra dizer o mínimo. Junte os últimos dias de Cristo (sim, aquele da bíblia) sob o ponto de vista de Judas traidor e adicione a tudo isso um rock setentista quase farofento e delicioso. E não é à toa que o rock setentista gira nos calcanhares a Via Crucis nesse musical, afinal a montagem data de 73 do gênio da Broadway Andrew Lloyd Webber (cujo ápice está na máscara do Fantasma). É verdade, claro que a montagem passou por seus momentos de protestos da igreja - tão comuns até hoje nos Estados Unidos. Quarenta anos depois, o musical estreou no Brasil e a nossa classe cristã não desapontou - montou protesto em frente ao Instituto Tomie Ohtake . Quarenta anos depois. Menos sobre essa tontice e mais sobre a arte - a união de um rock prazeroso, como é o dos anos 70, aos trágicos dias de Jesus parecem combinar muito mais com a rebeldia de Judas do que à pieguice de Cristo - e não...

Pobre paulista é o caralho!

Eu já tuitei sobre, mas sempre que ouço Ira! me incomodo. Terminei a Ira de Nasi , biografia do Marcos Valadão Nasi – ex-vocalista do Ira, comentarista esportivo e um cara aparente divertido. Sempre gostei muito do Ira! e comprei a biografia num dia que eu queria ter comprado a biografia do Lobão – não tinha, eu vi a do Nasi; achei uma boa ideia. O livro é bem simplão – achei muito confuso a escolha do Mauro Betting de misturar um pouco a linha do tempo – ora indo muito adiante, ora voltando demais. Também senti que faltou um pouco de habilidade em se aprofundar no rompimento da banda – lá pelo fim do livro, parece que o dono da pena estava com pressa de acabar. No mais é uma boa leitura – super rápida e que expõe os egos e personalidades de uma das bandas mais animais do nosso rock brasileiro, bem como todo o crescimento embrionário do rock na cidade de São Paulo – que sempre teve o estilo como seu bastião, uma vez que é cinza e terrível (=D). O título do arti...

That Was It - Michael Jackson Tributo

Creio que a arte seja uma determinada frequência que a criação de alguém vibra e ressoa no mesmo compasso que o do seu corpo. É o que o legado de Michael causa, basicamente. Volto breve do show Tributo This Is It , um show encenado no Teatro Bradesco, do shopping alagado Bourbon. Um show pretexto a ser a encenação do último show de Michael, o mesmo arranjo, as mesmas músicas, as mesmas coreografias. Eu estava descrente com a produção brasileira a alto custo (culpa da amiga que jurou de pé juntos que era a banda original do show com os mesmos bailarinos!) – pensando que veria uma imitação um pouco barata demais. Antes de começar, eu acreditava que a melhor escolha era ter uma banda tocando as músicas, os bailarinos fazendo os passos na frente, mas ninguém interpretando o Michael. É difícil demais essa ideia de alguém ali tentando de alguma forma ser ele. E foi exatamente isso que encontrei: um cover de Michael – mas engana-se, quem acha que não gostei, pois há brilhos giga...

Renascença Musical - Centro Cultural

Acabo de voltar de um recital de música renascentista – em especial o alaúde, aqui perto no Centro Cultural Vergueiro (delícia de lugar, pena que está em reformas). Num canto improvisado de uma biblioteca, armaram filas de cadeiras em estádio, um banquinho, algumas luzes e a mulher com seu alaúde – Fernanda Bertinato. Pra variar, é um assunto que eu não domino e não tenho o menor conhecimento (primeiro de música renascentista e, segundo, de música propriamente dita). Eu ponho isso, pois vou expor aqui de onde me vem esse gosto particular pela música renascentista – exoneração, pois a bem da verdade, nem sei se as músicas que me levaram à esse gosto são, de fato, renascentistas; são semelhantes e por isso comecei a gostar. Veio dos jogos, claro. Duas em particular, eram as músicas que no começo dos anos 2000, eu escutava à exaustão por conta de jogos: Tristram Song, por causa do primeiro Diablo e Stones, por conta de Ultima Online. Fora todo o restante do r...

Bon Jovi, um Show Inesquecível

Morumbi, 06 de outubro. Noite ligeiramente fria, sem nenhuma perspectiva de chuva. Perfeita para um grande show. Sobre o público ou sobre a Fresno ou sobre o Rock Nacional Só havia, talvez, cinco pessoas que durante uns quarenta minutos não compartilharam do clima gostoso da noite: a banda Fresno. Desde que foi anunciada, estava na cara que havia sido um erro, uma tremenda falha da organização. Posso abstrair que, talvez, tenha sido um absurdo otimismo em imaginar que pela incrível disparidade de gêneros musicais, a banda seria abraçada pelo público justamente pela diferença. Nem perto disso. A banda entrou sob vaias, foi vaiada a cada final de música – que a cada uma que terminava encurtava – viu dancinhas irônicas, dedos em riste, xingamentos, costas para o palco; a sensação de ‘vergonha alheia’ se espalhou pelos poucos que, ao final, aplaudiram a banda. Bem poucos. É uma certa burrice da organização não prever esse tipo de reação caipira do público. O público se acha mu...

Gunners

Showzasso do Guns, sinceramente. Claro que a fama do gordo de se atrasar até pra dar um barroso se repetiu nas horas que o público, até paciente, teve de esperar entre as entradas insossas e a canção-título do álbum mítico, Chinese Democracy. E o que dizer da fama de barraqueiro, então? Logo depois do primeiro refrão da música, tomou-lhe uma garrafada e parou o show ameaçando ir embora. E era só o que me faltava. Ele é esperto, a multidão vaiava minutos antes das luzes se apagarem, e logo nos dois primeiros minutos do show, Axl elege um inimigo na plateia e ameaça parar o show por sua causa – o resto do público, cai aos seus pés e ele pode continuar o show sem maiores perigos – pelo contrário, receberia, música a música, souvenirs, cartazes, sutiens e toda sorte de presentes arremessadas no palco. Sua voz não é a mesma, e ninguém, sinceramente, esperava isso – certa feita, ele se desculpa por não atingir a porra de suas notas altas, e quem liga? Viemos ver Rock N Roll ou um concerto...

De Volta à Terra do Nunca

Michael Jackson morre aos 50 anos. Véspera de iniciar uma grande turnê de retorno e ao mesmo tempo de despedida. Jackson é único. Sua história é quase uma ficção, de negro para branco, rosto artificial, comportamento infante e um gênio no que faz – e como a maioria dos grandes gênios, extremamente mau compreendido. Seu fascínio pelas crianças ou mesmo seu comportamento infantil, que lhe renderam dezenas de acusações de abuso, não seria talvez resultado de uma não-infância na qual se dedicava desde os seis anos de idade a ensaiar e a se apresentar com a família dos cinco Jackson ao invés de ir ao parque de diversão, por exemplo? A criação de um rancho chamado Neverland, a Terra do Nunca de Peter Pan, onde as crianças não crescem, não seriam um evidente sinal disso? Repetidamente colocado nos bancos dos réus, apontado como pedófilo e repetidamente absolvido de todas as acusações. Nem suas estranhas plásticas e sua dramática mudança de aparência conseguem se sobressair so...

Há de ser tudo da lei

A Virada cultural reservou para o fim-de-semana paulistano mais de 800 atrações polvilhados em muitos pontos da cidade, mas, de forma majoritária, distribuídas nas ruas do centro antigo – que só parece ficar bonito com as intervenções artísticas do evento. Bonito olhando para cima, as luzes, projeções, dançarinas voando, bandas tocando, pois se ousarmos dar uma olhadela pra baixo: sujeira, mijo, vômito e toda sorte de porcaria. O evento contou com um adendo de emoção nesta edição: o governo de São Paulo, inteligentíssimo, interditou a estação República, coração do palco rock e itinerário necessário para acessar ao menos 10 palcos com mais facilidade. Nem preciso dizer que a solução viária que eles encontraram foi um desastre. Mas esta não será uma sessão ‘eu também vou reclamar’, não. Vou falar de um lugar específico. Havia, certeza, entretenimento para todos os gostos, mas talvez não seja exagero notar que o palco mais honesto e alegre era aquele que homenageava Raul Seix...

Lobão

Cinquenta anos a mil. Sempre vi Lobão de soslaio – o cara estranho de um LP antigo de casa (que mais tarde, descobri ser o Sob o Sol de Parador ), o lateral esquerdo do Saca Rolha , o mediador contundente do Debate MTV . Pouquíssimo contato realmente substancial. Sentindo uma falta brutal de rock’n’roll brasileiro (bandas que tocam um som pesado, umas guitarras legais, umas letras bacanas), fui atrás de referencial novo e já tocado (Casa das Máquinas meu eterno predileto) – estava endiabrado de como o rock parecia ter se apequenado pras bandas de cá ou se tornado imbecis (e nem digo colorido, pois para né). Um hobbie que eu tenho de vez em sempre é eleger uma banda, ir atrás de sua discografia completa e ouvir álbum por álbum – foi assim com o Journey (que eu já gostava), Pink Floyd (idem), Iron Maiden (ibidem) e comecei a ir atrás de brasileiros de guitarra na mão. Primeiro, Legião. Porto-seguro, por que eu já conhecia quase tudo e já gostava, mas não era bem isso q...