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Mostrando postagens com o rótulo jogar

Jogos do Nintendinho (NES) — Indicações & Comentários [8 Bits]

Quando criança, o primeiro video-game que eu tive, eu não tive. Era o do meu tio Nenê, que ficava na casa da minha vó Margarida; ele tinha um Master System II com Sonic I na memória. Eu jogava o tanto que podia, é claro. Mas o primeiro video-game que eu vi, foi no vizinho, que esqueci o nome, filho do Pedro, irmão do meu vô Eduardo; era um Master System I , e ele tinha aquele jogo de caçar patos. Uma loucura! O primeiro Nintendo que eu vi também foi durante a infância, quando passei alguns dias de férias na casa de meu vô Ismênio lá em Itu; meu primo Raphael tinha um Super Nintendo e ali eu vi pela primeira vez algumas coisas que me deixaram completamente fissurado: o Mario Kart e o International Super Star Soccer . Jogava de madrugada escondido. Anos mais tarde, na casa de um amigo de escola, o Guilherme, pude jogar o Nintendo 64 e a loucura que era o 007 GoldenEye . Eu mesmo nunca tive um Nintendo ; tive um Sega Staurn quando ninguém tinha, e depois tive um Playstation 1 , esse...

Assassins Creed III

Bom jogo. Se num jogou, nem leia. Tem Spoilers. Se pretende jogar: o jogo pelo jogo num chama tanta atenção; somente as fases de barco compensam. Mas pra quem é fã, vale jogar pela história. Ou não. Ao menos deu vontade de continuar acompanhando. Vamos abaixo. Eu sou fã da série Assassins por dois motivos: as cidades históricas e toda a história port trás do Desmond. Sim, eu adoro o Desmond e o núcleo dele (primeiro por conta da Abstergo, lembro de jogar o primeiro jogo e adorar ficar descobrindo o que era, e depois, com a Primeira Civilização). Eu adoro o visual futurístico que o jogo tem nos dias atuais e, nesse em específico, o templo antigo onde se passa grande parte do presente. É maravilhoso! Dito isso, é seguro dizer que dos Assassinos experimentados, o Connor é de longe o pior; não favorece muito a escrita meio que preguiçosa da história dele ao redor dos eventos da Independência dos Estados Unidos. Eu fiquei particularmente incomodado com vários assassinatos totalme...

~Le feminism nos vídjogueime

Eu costumo achar o feminismo um porre. Ou ao menos equivocado em várias situações. Assim como milhares de outros ´ismos´, mesmo aqueles com o qual me identifico (como o ateísmo do Ricky Gervais, o cara mais evangélico da história). Reconheço a importância, por que realmente tem muito o que se fazer ainda nesse planeta. Mas, céus, como são chatas, embora sejam gostosinhas algumas (hehe, só faço pra provocar, gente boa, calmalá). Enfim, tô aqui falando disso por que Anita Sarkeesian finalmente lançou sua série de vídeos em que analisa o tratamento sexista nos games. Lembro que na época que ela começou o Kickstarter e conseguiu  a grana - alguns redditors acusaram ela de sumir com a grana e não dar mais notícias. Aliás, mesmo agora, com o lançamento, o povo não curte muito a moça . =D  Adorei os dois vídeos lançados (o primeiro é melhor); não vai me fazer parar de jogar Mario ou Zelda, mas eu acho ótimo que mais e mais façamos esse tipo de reflexão sobre o...

Príncipe que é príncipe é príncipe da Pérsia

Recentemente decidi jogar Prince of Persia: Sands of Time, praticamente o primeiro jogo realmente bem feito desde o debut da série. O game gira em torno deste herói sem nome que, em poucas palavras, faz uma cagada federal no reino vizinho e, com a Adaga do Tempo acaba transformando geral em ‘monstro’. Certa feita, encontra-se com a filho do marajá, Farah, que o guia para que tudo aquilo possa ser refeito e que tudo volte ao normal. Não muito diferente do plot do jogo clássico, ainda nos idos tempos do 386, em plataforma DOS. Lá, o herói todo-de-branco (embora alguns remakes tenham posto uma roupa mais persa nele) precisava escapar do cárcere e salvar sua princesa dentro de uma hora (malditos 60 exatos minutos) das garras do terrível Jafar, ou então… Mesmo hoje, você vai brincar de Prince of Persia antigo e acaba se jogando em um desafio que continua vivo (muito em parte, claro, de sua jogabilidade débil, mas que não deixa de ser seu charme). As imagens falam por si; quem jo...

Skyrim, Fallout e Max Payne

Tenho jogado simultâneamente três jogos que acabei de adquirir na Steam Sale (god dammit Gabe): Max Payne 3, Skyrim e Fallout: New Vegas. Skyrim e Fallout tem um ritmo bem parecido: com muitas falas (todas elas dubladas, o que torna o jogo super lento, mas interessante), e boas distâncias para percorrer a pé, o que torna o jogo longínquo – se é que isso é palavra que se use numa resenha de jogo. Acho bacana essa coisa de um mundo mais aberto de você andar, de ter o seu tempo, de poder fazer as coisas na sua cadência (completamente o oposto de Modern Warfare 3, que é o caos). Fallout: New Vegas tem se revelado extremamente criativo na criação do seu mundo e nas diversas opções que você tem pra desenvolver seu personagem. É a cara do Chris Avellone, lead designer responsável pelo eterno Planescape: Torment – a história até se resvala, o homem que acorda ‘da morte’ sem saber de nada e vai atrás dos que fizeram aquilo com ele. O plot funciona muito melhor em Torment (por conta...

Sobre Jogos e a Crise Literária

Vivo uma crise literária. Lutando pra manter a leitura em dia d’Os Irmãos Karamazov do craque russo Dostoiévski, que tem sido muito bom, aliás. Eu me encontro em um ponto em que simplesmente não tenho lido, o ritmo da leitura nunca fora tão lento (nem mesmo durante a tortura proustiana). E em nenhum momento me sinto mal por isso (não sei se deveria). Explico: tenho me cercado e absorvido demais a narrativa e histórias de jogos (que esses sim, tenho jogado à loucura). E tenho me cercado de jogos recheados de histórias muito boas, e até mesmo com diálogos muito especiais – de forma alguma aceito que sejam uma arte menor em termos de história, e de todas as formas, me sinto um ser humano menos pior enquanto cérebro pensante. Minha mãe, como tantas, odiava o tanto que eu ficava jogando no computador, mas talvez mal saiba ela que grande parte da construção do meu caráter e mesmo minha facilidade pra aprender inglês foi por conta de Planescape: Torment, que é simplesmente a me...