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Mostrando postagens com o rótulo ovo branco

São Paulo do Bem ~ Maio

Segue a lista de coisas bacanas que terei preguiça pra ver esse mês. Sexta, dia 1 Feminino nos Quadrinhos - Exposição (Centro Cultural São Paulo) Tentei ir, mas fiquei com preguiça de descer pra Biblioteca. Quem sabe eu animo antes de terminar. Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Gibiteca Henfil mostra uma pequena fração dos personagens femininos que protagonizam o universo das histórias em quadrinhos. Metrô Vergueiro Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h  Entrada franca - sem necessidade de retirada de ingressos Gibiteca Henfil Vai até o dia 21 de Maio! 1 Gaivota - Teatro (SESC Consolação) Parece bom, e os russos escrevem coisas ótimas! O clássico russo de 1895 escrito por Anton Tchekhov ganha versão “refrescada” de Nelson Baskerville. Classificada pelo autor como “comédia em 4 atos” a encenação transporta a ação para uma fazenda em Campos do Jordão, onde os proprietários em dificuldades finance...

São Paulo do Bem - Fevereiro

Minha lista de programas culturais que irei furar pra Fevereiro, mas que adoraria ir. Tem coisas super bacanas. Quem sabe alguém anima, pelo menos. Se forem, me avisem se foi bom. Terça, dia 3 Guilherme Arantes - Música (Theatro NET) Cheia de Charme, mano. Dazora, eu iria fácil, mas o preço tá meio salgadinho e não fica claro se o homem vai tocar só um tecladão e cantar, prefiro quando tem banda. Mas fica a dica. Onde : Rua Olimpíadas, 360 - Vila Olímpia,São Paulo/SP Horas : 21h Preço : R$50 a R$150 Quarta, dia 4 A Doce Vida - Cinema (SESC Vila Mariana) Menor ideia do porquê quero ver, é famoso não? "Clássico". La Dolce Vita. FRA/ITA, 1960. Dir.: Federico Fellini. P&B - 173min. Drama. Na Roma dos anos 1960, o jornalista Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) vive entre as celebridades, ricos e fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado pelas festas, falsas aparências e por um vazio existencial, Marcello b...

1969

Um amigo derrubou um Ben, dos Jackson 5 na voz de um Michael Jackson adolescente em 81 . Isso no Twitter. Achei foda, bom demais. Como era bom, meu pai! Aí fiquei curioso pra escutar o primeiro álbum dos Jackson 5, o Diana Ross Presents The Jackson 5 , que saiu em 69 e traz as inacreditáveis  I Want You Back, Who's Lovin You  e várias outras que eu nem conhecia. Nisso fiquei curioso em dar uma olhada no que era o mundo em 1969 pra ter uma ideia do que foi o Jackson 5 aparecer. Na verdade eles chegam muito tarde de um ano bizarro, se existisse um Twitter e Facebook naquele ano, eles provavelmente explodiriam de tanta coisa inacreditável em um ano só. Mais ou menos na ordem: União Soviética lança o Venera 5 até Venus, logo depois lança o 6 Led Zeppelin lança seu primeiro álbum, o Led Zeppelin: Babe, I'm Gonna Leave You , Dazed and Confused , Communication Breakdown entre outras União Soviética lança o Soyuz 4 e o 5 , Sandra Bullock agradece Elvis Presley en...

Purificador, uma Aventura Aquática

Há anos que moro sozinho em São Paulo e é verdade que água por aqui é luxo - quando há, são de garrafas e quando as há é por conta de uma visita indignada de minha mãe que não aceita a falta. É verdade que falta o refresco para as visitas, ponto que não ligo tanto mais do que falar para mim mesmo. Moro com outra pessoa e os dois se viram - eu me viro, espero que ela se vire. Mas eis que minha mãe (aquela das garrafas) comprou um excelente purificador e num final de semana, nunca tomei tanta água na minha vida - o que entrega duas coisas: como meu corpo, pela falta, clama pela água e como é prático ter um purificador(!). Pois bem, voltando à capital do trânsito, fui em busca do Purificador perfeito usando o clássico pesquisador Google e o muito excelente sítio do Reclame Aqui , a fórmula é simples: Usando o Google Shopping, eu selecionei vários modelos de purificadores que atendiam à alguns requisitos pessoais: refrigeração sem necessidade de galão não muito grande (pia...

Cozinha da Sobreviência: Sanduba de Atum

A fome não obedece horários. Embora digam que é saudável dominar seu apetite, pôr rédeas de 3 em 3 horas, comer balanceado - não é fácil tarefa. Vivo sob a premissa de comer quando o corpo necessitar - de acordo com a Necessidade, remedando Doris Lessing, lindíssima. Pois bem, ao sanduíche, portanto. Coisas simples matam aquele desconforto morno do estômago. Sanduíche tem essa simplicidade; essa cumplicidade com o solteiro esfomeado. Veja que simples; aos ingredientes: duas latas de atum no óleo (sua escolha, eu prefiro), a maionese (eu preferi pela verdadeira), um tapauér receptor e um garfo duro. O sanduíche de atum, basicamente consiste de uma pasta, que convencionamos chamar de patê - o tal patê de atum. O melhor, pra esse que escreve. A feitura chega a ser zombeteira de tão simples - e dirão alguns: grosseira. Pois bem, aquele que vive sozinho abre mão de certas finuras, não é? Despeje o atum e espalhe ele pelo tapauér - a experimentação é livre, afinal só v...

Que profundidade, Zé!

Vou contar aqui uma pequena anedota. Hoje, feriado ocidental, fui trabalhar como tantos poucos. E não achei nenhum câncer ter de trabalhar em feriado – como normalmente não ligo. Existe esse lugar comunzasso de praguejar e imaginar mil coisas boas em que se podia estar fazendo só para chegar à uma suposta triste conclusão: e você no trabalho. Não, não comigo. Não curto lugares-comuns. Claro que trabalhar no Google ajuda, por que eu gosto bastante de ir pra lá e interagir com pessoas absolutamente fantásticas – mesmo em feriados. Não liguei um tostão por ter que ir de hoje e continuarei indo se for preciso. Mas esse post não é sobre isso; chegando em casa, encontrei o porteiro – curiosamente do lado de fora do prédio. Gente boníssima, simpático, do bem. Procurei puxar aquele papo boa praça e escolhe o caminho mais seguro, aquele comentário manjado pra qualquer data festiva. - E o feriado, Zé!? - Trabalhando! - Pô, nem me fale. – retruquei, fingindo desaponta...

Desmistificando a descupinização

O calor escaldante tirou da hibernação inquilinos antiquíssimos do meu apartamento: os malquistos cupins. Não houve reza nem aleluia, simplesmente vieram da madeira profunda comendo tudo e esburacando minhas gavetas – e foi com alarde. De um dia pro outro, simplesmente tomaram as rédeas da escavação pelas paredes e durante a noite, os rangidos da madeira cedendo chegavam a ser audíveis, ainda que minúsculas criaturas de deus. Tal a fúria com que mastigavam. A praga urbana invisível. Sem aquele escarcéu todo em volta da luz, nem um puto se fantasiando de pixel, nada. Se via apenas as asas deixadas para trás por uma nova função e as fezes amadeiradas que se acumulavam de canto em canto. Começo a obra do extermínio diagnosticando pelo Google. Sem dúvidas: eram cupins. E de cupins, o Google conhece – liguei imediatamente para quatro prestadoras: Higitech (que enviou seus operários), Tecnomad (que enviou um biólogo, veja só), DDDRin (que enviou o motorista) e uma outra tal que ...

Ar fresco

Que o ser humano atribua parte de sua felicidade ao desconhecido, ao ainda por vir, ao ainda por se pôr, por se tocar, sentir. Viajar ativa os mais nativos instintos, posto que éramos animais nômades, a febre genética ferve quando tocamos solo sinistro. Todo o cansaço e preocupação (por eventos ou eventualidades da eminência de perder o vôo ou o desespero de não conseguir escolher os presentes) essas aflições são apagadas pelo caminho calmo de um lugar diferente, a fala rápida e enigmática de uma lingua estrangeira, o sorriso curto ou desengonçado de uma cultura diferente. A única certeza sobre as viagens é que, por pior que ela seja, ela já é melhor que a sua rotina. Em conversa longa com a espanhola bonita, no inglês rápido e mocorongo, torna-se aviltante o choque de comportamento entre uma jogada ao mundo e outro colado à cidade. A capacidade de viajar sozinha e a incapacidade de se locomover sem os mais queridos. O embate entre uma coisa e outra; não julgo ser o melhor...

Férias sem alarde, ou a vingança da mente

Texto de 2012 Férias sem alarde. Dezoito dias em que a única conjugação de verbo será a de respirar um pouco. Mas nem de viagens, nem de alardes – saio de férias pra entrar no limbo de onde quero apenas respirar e pensar. Não gosto de alarde, não gosto de reações pontuais exarcebadas – que não sejam por paixão. Férias é outra coisa. Não horizontalizo nenhuma viagem mirabolante, lugares lindos, fotos idem, culinária típica – aquela fúria desesperada de conhecer o máximo possível do mundo. A viagem aqui precisa ser feita pra dentro. Tem pouco tempo que fui a Buenos Aires, onde escrevi Medialuna, para um amor de lá. A natureza da viagem foi essa, a de conhecer, a de não perder tempo com besteirinhas e ver o máximo possível da cidade, dos humores e cheiros. Sucesso. Bom para a mente que dialoga experiências e cataloga memórias e conceitos. Desta vez, farei algo diferente. Não farei nada. Apenas desligarei as máquinas ao redor, desligarei o próprio corpo e deixa...

Arroz Branco, Ovo Branco

Texto de 2010 Fazer o seu próprio arroz pela primeira vez talvez tenha o mesmo valor moral que um homem de neandertal matando sua presa para o jantar. Claro, dispomos de regalias maiores que as de nosso elo perdido, mas o tempo praticamente anestesiou nosso instinto animal e nos enquadrou nessa sociedade fácil. Portanto, hoje fazer arroz é como caçar antigamente, de tão fácil que o mundo ficou. Por ocasiões quaisqueres, acabei ficando uma semana inteira sozinho em casa; sobrevivi os primeiros dias com o resto de arroz que havia sobrado da última leva – jogava uns ovos nuns óleos aqui, umas salsichas outras na frigideira, fugia pra jantar com o Ronald em algumas noites, mandava embrulhar um risotão do almoço noutros dias. Até que eu tive de encarar a realidade: ou eu fazia o arroz, ou o bicho ia pegar, mermão. Passei o dia fazendo perguntas básicas ao chef Google, ele me ajudou, me indicou alguns cozinheiros.com e tudo me parecia fácil. Pipoquei na primeira noite combin...

Vale a pena comprar na Amazon?

No começou de julho, me deparei com uma dessas coincidências da vida: na mesma semana que descobri que tinha um cartão de crédito internacional, soube que dois amigos diferentes faziam compras nos Estados Unidos pela internet. Para quem é fã de literatura, como os leitores do Sanduba, comprar livros no exterior pode ser uma boa ideia, já que livros não pagam impostos. Embalado por essa coincidência, pensei: porque não testar os serviços de compras nos EUA para os cesarianeiros? (Ok, talvez muitos de vocês já fazem isso há muito tempo e eu que sou ultrapassado. Se for o caso, ignorem esse texto!) Fui fazer o teste na Amazon.com, por ser a mais famosa empresa de vendas online no mundo. Minha primeira dificuldade foi, ora, escolher o livro. Nunca fui muito fã das listas de recomedações de lojas online, prefiro passear entre prateleiras das livrarias. No fim, acabei escolhendo “The Demon-Haunted World: Science as a Candle in the Dark”, de Carl Sagan, um livro que eu já li (em port...

Sobre Netflix ou Sobre Como Mudei Meu Modo de Ver TV

Isso não é um post pago. E eu nem pago a Netflix, divido com um amigo meu. E eu nem divido, ele que paga tudo. Mas vou dividir. (Atualização: tenho uma conta própria. =D) Há um tempo que abandonei esse modelo quarentista de televisão, essa coisa de ter horário pra ver seriado, ver novela, ver filme pornô na Band, e ainda por cima ser interrompido, castrado com propagandas no meio (em plena era do éduords, de publicidade altamente segmentada na internet, eu tenho que aguentar carros off-road com poneys; ma nunca que eu sou público desses cavalinhos). A televisão aberta/fechada é toda quadrada, na verdade, só funciona para em eventos Ao Vivo que é onde elas deveriam apostar suas fichas, por que o futuro é on demand, bitch. E dá-lhe Coringão e Formula 1, que sempre me fazem acordar mais cedo ou dormir mais tarde (bem mais tarde né Corinthians). Veja só, eu não tenho tempo nessa minha vida loka, é trabalho, é lavar louça, lavar roupa – e ainda preciso me programar pra ver seri...

Saint Seiya Ômega

Os Cavaleiros do Zodíaco finalmente saem do ostracismo criativo e jogam a história original pra frente – e com um ótimo frescor de pessoas que finalmente conseguiram trazer um pouco daquele ar heróico e bonito da série original (diferente do abominável Lost Canvas e o mediano Episódio G ). Omega se passa 25 anos depois da Guerra contra Hades em que Seiya e os demais derrotaram o grande deus do submundo trazendo paz para a Terra (que durou pouco, conforme o Prólogo do Céu e até mesmo Next Dimension contará ainda). No mais, 25 anos depois novos Cavaleiros surgiram para manter a paz na terra e proteger a Deusa Atena. contra a ameaça de Marte, o Deus da Guerra. Antes de ver qualquer coisa, as imagens me faziam chorar de terror com aquele traço plástico das armaduras e a sugestão de gemas – ainda mais depois da morte do mestre Araki. Depois de ver, no entanto, foi muito fácil aceitar como apenas um traço diferenciado (muito menos agressivo que o de Episódio G, por exemplo) e conc...