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Making a Murderer

Você pode dizer que nunca vai cometer um crime, mas não pode dizer que nunca vai ser acusado de um.

Diz um dos advogados de Defesa retratados pelo documentário.

Mano. Que seriado documental absolutamente apavorante.

Um homem, errôneamente acusado, serve 18 anos. Fica livre quando descobrem que foi injustamente condenado. Anos depois, no meio de um processo contra o estado, é acusado de um crime ainda pior, mas as evidências do caso não se sustentam muito.


É de dar medo e de revoltar profundamente como que o sistema judiciário funciona e como falha — particularmente, pra mim é apavorante que a testemunha ocular ou a argumentação acabem valendo muito mais do que a prova física e científica.

Quer dizer, podem me acusar de qualquer coisa, se ele for convincente o suficiente, eu posso ser condenado.

E esse é um mundo de terror. Mais e mais eu não acredito no velho ditado "quem não deve, não teme".

Paralelo: é curioso ver uma sensível diferença entre lá e cá, pelo menos na minha opinião. Num caso em que a polícia é posta em suspeita, lá a polícia são os paladinos do heroísmo, portanto já saem ganhando na opinião pública e dos jurados. Aqui, não duvido nada que eles já saiam perdendo pela imensa fama de já ser corrupta.

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