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Inventando Anna (2022)

Uma herdeira alemã engana um tanto de rico tonto de Nova Iorque em busca de seu sonho de criar um clubinho dos muito ricos.

Acontece que aparentemente ela não é herdeira de nada e não paga nenhuma conta, faz com que todo mundo pague as coisas por ela.

Mais uma história de golpista na Netflix (como o Golpista do Tinder) que termina sem atender as expectativas que cria. Eu nem sei qual expectativa que eu crio pra essas coisas, mas confesso que do meio pra frente, passado o momento de pensar "céus, que menina insuportável, como podem ser tão burros?", eu passo a pensar: "como rico é tonto, tem mais é que se ferrar mesmo".

Mas o final do docudrama é um envolvimento emocional totalmente inexplicável entre o advogado e a jornalista para com ela; é inexplicável e incompreensível a maneira como a garota convence todo mundo a fazer absolutamente tudo por ela. A série não consegue 'explicar' porquê isso acontece e como pessoas de experiências de vida completamente diferentes são 'convencidas' por ela a fazerem tudo por ela.

Mais do que isso, o docudrama não estabelece aquilo que me deixa mais curioso nesses golpes: qual é a engenharia social ou esperteza que esses golpistas fazem para não pagar, para convencer os outros a pagarem e assim por diante. 

É instigante pela história, é divertido pelo tanto de rico que é enganado (uma categoria particularmente favorita minha), tem atuações quase que desnecessariamente excelentes para um docudrama meio qualquer coisa.

(Aliás, o sétimo ou o oitavo episódio é uma aberração à parte. O episódio faz o tempo todo o uso de algumas transições parecidas com quadrinhos que até então não havia usado em momento nenhum e é literalmente 40 minutos de corte pra lá e pra cá em forma de quadros. É terrível, parece um exercício de estilo que destoa totalmente do resto dos episódios, num entendi foi nada.)

Sei lá, termina e eu num sei se gostei não.



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