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The Cloverfield Paradox

Baita filme de estação espacial, bicho.

Uma crise energética assola a Terra e uma operação internacional no espaço tenta acelerar partículas para gerar energia limpa e fácil. Ao conseguir, no entanto, eles vão para outra dimensão e vivem grandes aventuras.


Eu adoro que o JJ Abrams escolheu o mundo 'bobo' de Cloverfield (invasão de monstros), pra simplesmente contar outras histórias completamente laterais dentro desse mundo, em gêneros diferentes e com personagens diferentes. Não vejo a hora de chegarmos na comédia romântica dentro desse universo, haha.

O primeiro é um filme de monstro, o segundo um thriller psicológico e esse é um sci-fi. Eu que classifiquei assim, se tiver errado, foda-se.

E os três são ótimos!

Esse filme tem algumas idiotices que se você pensar muito, melhor não (tipo o braço), mas me deixou agoniado e interessado do começo ao fim com o destino dos personagens, além de levantar, bem de levinho, alguns dilemas interessantes. Todo sci-fi tem uns dilemas interessantes e o dilema da protagonista (que só vira protagonista do meio pra frente, gostei) me fizeram me importar e aceitar qualquer decisão que fizesse.

Temos aqui um personagem brasileiro na estação internacional, um doutor religioso, de nome Acosta (embora o chamem de Monk). O fanatismo religioso faz sentido, mas jamais que teríamos um cientista na estação, nem existe ciência no Brasil, gente, é de longe o aspecto mais inverossímil do filme.

No mais, vejam que é legal (os anteriores são muito melhores), mas esse ainda é divertido e gostoso de imaginá-lo dentro da franquia.

Aliás, talvez seja o único filme que tente explicar de onde vem os monstros; que eu tenho certeza que todo crítico deve dizer, ain, pra que mostrar o monstro no final, estraga tudo. Hahaha. E os três filmes fazem exatamente isso. Parece que o JJ olha pros críticos e dá um dedo do meio pra eles.

Bom! Vale a pena.

Bruno Portella

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