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São Paulo do Bem - Fevereiro

Minha lista de programas culturais que irei furar pra Fevereiro, mas que adoraria ir. Tem coisas super bacanas. Quem sabe alguém anima, pelo menos. Se forem, me avisem se foi bom. Terça, dia 3 Guilherme Arantes - Música (Theatro NET) Cheia de Charme, mano. Dazora, eu iria fácil, mas o preço tá meio salgadinho e não fica claro se o homem vai tocar só um tecladão e cantar, prefiro quando tem banda. Mas fica a dica. Onde : Rua Olimpíadas, 360 - Vila Olímpia,São Paulo/SP Horas : 21h Preço : R$50 a R$150 Quarta, dia 4 A Doce Vida - Cinema (SESC Vila Mariana) Menor ideia do porquê quero ver, é famoso não? "Clássico". La Dolce Vita. FRA/ITA, 1960. Dir.: Federico Fellini. P&B - 173min. Drama. Na Roma dos anos 1960, o jornalista Marcello Rubini (Marcello Mastroianni) vive entre as celebridades, ricos e fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado pelas festas, falsas aparências e por um vazio existencial, Marcello b...

O Último Rei da Escócia

Menino criado a leite de pêra na Escócia decide ir pra África ajudar os miseráveis. Filme sensacional baseado em diversos fatos reais do regime de Idi Amin Dada na Ugana na década de 70. O médico escocês (que não existiu na vida real). É muito interessante como o filme foca na perspectiva de Garrigan (o médico), portanto em grande parte do filme, Idi Amin parece um cara bonachão, boa praça e seu regime parece até ser bom para a Uganda (quando na verdade ele já era um ditador extremamente repressivo e genocida). A certa maneira eu achava, inclusive, estar confundindo os Idi Amins (porque no filme ele simplesmente parece ser um grande cara), só pra perceber que estamos apenas vendo aquilo que Garrigan vê, e aos poucos no ato final, aí sim Idi Amin vai ganhando contornos do ditador que a história conheceu. E ao mesmo tempo que Idi Amin se transforma numa figura horrorosa no final do filme, o escocês Garrigan também transforma-se em um personagem igualmente execrável e não te...

O Segredo dos Seus Olhos

Todo filme do Darín eu gosto, não tenha um que eu tenha visto e achado ruim. Esse não é diferente; ele faz um advogado que envolve-se em um envolvente e intenso crime passional que o deixa muito obcecado, a ponto de ignorar aquilo que seu coração diz (nhown). Excelente filme, inteligente, todos os personagens muito cativantes, muito palavrão e um final muitíssimo interessante. Bruno Portella

Cowboys & Aliens

Filme terrível, nem terminei de ver de tão esquisitamente chato que é. Engraçado que a ideia de uma invasão alienígena no Velho Oeste até é interessante, mas o filme é muito ruim. É muito personagem, parece, e a história é meio lenta. Argh. Enfim. Sai. Bruno Portella

Seeking a Friend for the End of the World

Bruce Willis não consegue salvar a humanidade em Armageddon; esse filme é basicamente uma continuação espiritual de um universo paralelo de Armageddon em que tudo dá errado e o asteróide vem mesmo pra Terra (parece piada, mas o começo do filme é justamente o anúncio que uma expedição ao Asteróide para destruí-lo falhou, oras, só podia ser a trupe do Willis). Mas esse filme não tem nada a ver com aquele. O Mundo vai acabar, não tem o que fazer. Steve Carrel se vê largado pela mulher e então precisa lidar com as próximas 3 semanas. Comédia sensacional na primeira parte, road trip na segunda. O filme tem isso de girar o tom toda hora e dentro de cada gênero, vai te surpreender dentro de vários clichês bobos com algumas surpresinhas super gostosas. Vale demais a pena! O Carrel sempre escolhe uns filmes super esquisitos e bacanas pra fazer. Despretensioso, gosto demais disso (foi uma bomba de bilheteria, fracasso total, hahaha). A partir daqui tem spoilers, porque...

Whiplash

Um baterista entra num excelente conservatório de música para realizar seus sonhos, mas precisa lidar com um instrutor abusivo querendo tirar o máximo dele. Que filme do caralho e eletrizante. De tirar o fôlego em diversos momentos que Andrew (protagonista) se mata pra conseguir o tempo perfeito; mesmo sem ser um músico você acaba se identificando com o moleque e sua dificuldade física. E a presença nefasta e inacreditavelmente foda do instrutor Terence Fletcher (JK Simmons) faz com que o filme seja sempre tenso e surpreendente  – sério, o Simmons tá muito bem nesse filme variando bastante o espectro do personagem (e dá pra compreender, no final, como ele é completamente maluco). A mensagem do filme talvez seja um grande 'foda-se', ou 'chupa'. Mas é um puta filme e mesmo que você não seja ligado no jazz, dá pra sentir a dureza daquele treinamento e daquele sofrimento todo. Algumas trívias que me deixaram chocado: o protagonista realmente fez todas a...

Dredd

Futuro deu merda, sociedade se entregou pro crime. Nesse futuro, somente os Juízes tentam estabelecer alguma ordem. O Juiz Dredd recebe a tarefa de decidir se uma mutante médium tem o calibre pra ser Juíza ou não, partem numa missão de compreender assassinatos brutais num complexo residencial. Tudo vai pro cacete. Divertidíssimo! Como não tinha visto isso antes. O personagem principal é bom, durão e pa, o filme é super simples, mas mega eficiente em te deixar envolvido (curto essa parada ser toda num prédio só, me lembrou um pouco Duro de Matar). Mega violentaço (gore), tem essa 'desculpa' da droga slo-mo pra fazer umas cenas em câmera lenta que é sensacional. Os protagonistas se completam de forma bacana — a Médium parecia meio chata no começo, mas depois tu fica torcendo pra caralho por ela. O Dredd é fodão do começo ao fim. Porra, taí. Filmão sem ser pretensioso e bem bacana. Veria dez sequências nessa pegada numa boa. Bruno Portella