Texto de 2010 Livre adaptação do clássico Laranja Mecânica, Toltchok é parido como um exercício cênico na Praça Roosevelt. Mas isso é papinho modesto. Tudo bem, o grupo é um punhado de estudantes de um curso do Satyros e que, para brindar e provar que algo valeu das aulas, encenaram a referida obra de Burgess. É como se fosse uma apresentação de final de ano da escola, com o perdão da má provocação. Mas mesmo assim, é modéstia achar-se um mero exercício cênico diante da força da história e, pasmei, a qualidade da peça. Falo assim, pois acompanhei, senão de muito perto a preparação de alguns personagens, ao menos colhi suas impressões de muito antes à estreia, e a expectativa era de aplaudir AO MENOS a coragem de aparecer, pois a sensação era de que a peça seria um fiasco senegalês. Mas não estou aqui para expor esses pormenores de pré-produção, não é mesmo? De uma forma geral, o resultado é assustadoramente superior às expectativas criadas – talvez criadas propositalme...